O Carbonífero é o período posterior ao Devoniano e antecedente ao Permiano. De acordo com Mcghee (2018), o Carbonífero perdurou entre 358 e 298 M.A., quando deu início o último período do Paleozoico, o Permiano, que durou de 298 a 252 M.A.
Segundo Almeida et al.
(2010), no Carbonífero houve o surgimento dos primeiros
répteis, das primeiras gimnospermas e o estabelecimento do supercontinente Pangea.
O supercontinente Pangea era composto da Laurásia e do Gondwana. A Laurásia,
preteritamente localizava-se ao norte e era composta da atual América do Norte,
da Escócia, da Irlanda, da Groenlândia e do norte do Europa. O pretérito
continente Gondwana, localizava-se ao sul e era composto da atual América do
Sul, da África, da Austrália, da Índia e da Antártida.
Conforme Mcghee (2018), o
período Carbonífero teve ampla quantidade de oxigênio. Este dado é evidenciado
por depósitos de carvão, datados do Carbonífero. Os depósitos de carvão ocorrem
por queimadas florestais, as quais precisam de alta quantidade de oxigênio. Por
outro lado, algumas pessoas afirmam que a abundância das florestas aumentou os
níveis de oxigênio. E, conforme Mcghee (2018), no Carbonífero os artrópodes
atingiram maior tamanho também, além de anfíbios, da fauna marinha. O tamanho
das formas de vida do Carbonífero é explicado pela quantidade de oxigênio.
No Permiano a vida na terra
firme era mais numerosa que a marinha, tendo como representantes da fauna
insetos, anfíbios, répteis e sinapsidas e a flora de gimnospermas. A vida
marinha incluía braquiópodes, amonitas, gastrópodes, crinoides, foraminíferos,
peixes ósseos e cartilaginosos (SCHULTZ, 2010).
A extinção do final do Permiano,
também denominada Permo-Triássica, foi a extinção em massa de maior escala da
história do planeta Terra. Esta extinção dizimou 75% da vida na Terra e marcou
o fim da Era Paleozoica e inicio da Era Mesozoica. O megacontinente Pangea foi
o gatilho para a extinção. A extensa biosfera, fundindo climas, formas de vidas
diferentes e extensas áreas oceânicas causaram aumento do nível do mar, perda
de oxigênio da atmosfera e vulcanismo. Todos estes processos ocorreram em um
intervalo de alguns milhões de anos, e não em um único instante (SCHULTZ, 2010).
Na extinção Permo-Triássica
foram extintos os corais tabulados e rugosos, amonitas, fusulinídeos, peixes
acantódios, braquiópodes e trilobitas, além de alguns sinápsidas pelicossauros,
dinocefálios e terocefálios. A extinção acabou com mais de 90% da vida marinha,
em um curto intervalo de tempo (SCHULTZ, 2010).
Bibliografia:
ALMEIDA, J.
A. C.; BARRETO, A. M. F. O Tempo Geológico e Evolução da Vida. In: CARVALHO, I.
S. (Coord.). Paleontologia:
Conceitos e Métodos. 3ª ed. v.1. Rio de Janeiro, 2010. Cap. 7, p. 93-109.
MCGHEE, G.
R. Giants in the Earth. In:__. Carboniferous
Giants and Mass Extinctions. Nova York: Columbia University Press, 2018.
Cap. 4, p. 117-156.
__.
Harbingers of the Late Paleozoic Ice Age. In:__. Carboniferous Giants and Mass Extinctions. Nova York: Columbia
University Press, 2018. Cap. 1, p. 1-40.
__. The
late Carboniferous Ice World. In:__. Carboniferous
Giants and Mass Extinctions. Nova York: Columbia University Press, 2018.
Cap. 3, p. 67-116.
SCHULTZ,
C. L. Extinções. In: CARVALHO, I. S. (Coord.). Paleontologia: Conceitos
e Métodos. 3ª ed. V.1. Rio de Janeiro, 2010. Cap. 10, p. 163-180.
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