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domingo, 9 de agosto de 2020

Vida no Paleozoico III Carbonífero ao Permiano

   O Carbonífero é o período posterior ao Devoniano e antecedente ao Permiano. De acordo com Mcghee (2018), o Carbonífero perdurou entre 358 e 298 M.A., quando deu início o último período do Paleozoico, o Permiano, que durou de 298 a 252 M.A.

   Segundo Almeida et al. (2010), no Carbonífero houve o surgimento dos primeiros répteis, das primeiras gimnospermas e o estabelecimento do supercontinente Pangea. O supercontinente Pangea era composto da Laurásia e do Gondwana. A Laurásia, preteritamente localizava-se ao norte e era composta da atual América do Norte, da Escócia, da Irlanda, da Groenlândia e do norte do Europa. O pretérito continente Gondwana, localizava-se ao sul e era composto da atual América do Sul, da África, da Austrália, da Índia e da Antártida.    

   Conforme Mcghee (2018), o período Carbonífero teve ampla quantidade de oxigênio. Este dado é evidenciado por depósitos de carvão, datados do Carbonífero. Os depósitos de carvão ocorrem por queimadas florestais, as quais precisam de alta quantidade de oxigênio. Por outro lado, algumas pessoas afirmam que a abundância das florestas aumentou os níveis de oxigênio. E, conforme Mcghee (2018), no Carbonífero os artrópodes atingiram maior tamanho também, além de anfíbios, da fauna marinha. O tamanho das formas de vida do Carbonífero é explicado pela quantidade de oxigênio.

  No Permiano a vida na terra firme era mais numerosa que a marinha, tendo como representantes da fauna insetos, anfíbios, répteis e sinapsidas e a flora de gimnospermas. A vida marinha incluía braquiópodes, amonitas, gastrópodes, crinoides, foraminíferos, peixes ósseos e cartilaginosos (SCHULTZ, 2010).

   A extinção do final do Permiano, também denominada Permo-Triássica, foi a extinção em massa de maior escala da história do planeta Terra. Esta extinção dizimou 75% da vida na Terra e marcou o fim da Era Paleozoica e inicio da Era Mesozoica. O megacontinente Pangea foi o gatilho para a extinção. A extensa biosfera, fundindo climas, formas de vidas diferentes e extensas áreas oceânicas causaram aumento do nível do mar, perda de oxigênio da atmosfera e vulcanismo. Todos estes processos ocorreram em um intervalo de alguns milhões de anos, e não em um único instante (SCHULTZ, 2010).

  Na extinção Permo-Triássica foram extintos os corais tabulados e rugosos, amonitas, fusulinídeos, peixes acantódios, braquiópodes e trilobitas, além de alguns sinápsidas pelicossauros, dinocefálios e terocefálios. A extinção acabou com mais de 90% da vida marinha, em um curto intervalo de tempo (SCHULTZ, 2010).

Bibliografia:

ALMEIDA, J. A. C.; BARRETO, A. M. F. O Tempo Geológico e Evolução da Vida. In: CARVALHO, I. S. (Coord.). Paleontologia: Conceitos e Métodos. 3ª ed. v.1. Rio de Janeiro, 2010. Cap. 7, p. 93-109.

 

MCGHEE, G. R. Giants in the Earth. In:__. Carboniferous Giants and Mass Extinctions. Nova York: Columbia University Press, 2018. Cap. 4, p. 117-156.

 

__. Harbingers of the Late Paleozoic Ice Age. In:__. Carboniferous Giants and Mass Extinctions. Nova York: Columbia University Press, 2018. Cap. 1, p. 1-40.

 

__. The late Carboniferous Ice World. In:__. Carboniferous Giants and Mass Extinctions. Nova York: Columbia University Press, 2018. Cap. 3, p. 67-116.

 

SCHULTZ, C. L. Extinções. In: CARVALHO, I. S. (Coord.). Paleontologia: Conceitos e Métodos. 3ª ed. V.1. Rio de Janeiro, 2010. Cap. 10, p. 163-180.

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