Tradutor

Tradutor
O novo endereço de acesso do Blog do Laboratório de Paleontologia Estratigráfica da Universidade Federal de Uberlândia - UFU campus Monte Carmelo é: paleoufu.blogspot.com.
Seja Bem-Vindo(a)

domingo, 9 de agosto de 2020

Vida no Paleozoico I Cambriano ao Ordoviciano

    Após a “Explosão Cambriana”, houve o surgimento da reprodução sexuada como mecanismo que propicia a mutação e o aparecimento de partes duras, isto aumentou o número de organismos visíveis (FAIRCHILD et al., 2010). O período que sucedeu o Cambriano é denominado de Ordoviciano e ocorreu entre 510 e 439 M.A. (ALMEIDA et al., 2010).

    Um grande marco para a vida, no Ordoviciano, foi o surgimento de agnatos (ALMEIDA et al., 2010). Os agnatos são vertebrados simples, sem maxilas, representados por lampréias e feiticeiras (POUGH et al., 2008).

   Segundo Mcghee (2018), no Ordoviciano ocorreu o segundo maior evento de diversificação, que ficou atrás apenas da “Explosão Cambriana”. Este evento é conhecido como “Grande Evento de Biodiversificação Ordoviciana” e incluía uma vasta fauna marinha e uma flora de briófitas. Conforme Rafferty (2011), a fauna Ordoviciana era composta por braquiópodes, por briozoários, por trilobitas, por moluscos, por equinodermos e por graptólitos, já a flora era predominantemente composta de briófitas, o que ajudou a impulsionar a vida na terra firme.

   Segundo Rafferty (2011), no Ordoviciano ocorreram mudanças tectônicas, climáticas e biológicas. Podemos citar o aumento do nível do mar, que inundou os continentes. Os sedimentos depositados serviram também para preservar a fauna marinha da época. A atmosfera da época continha maiores quantidades de dióxido de carbono, o que aquecia a Terra, porém não impediu a glaciação no final do período.

     A era glacial Ordoviciana foi a primeira do Éon Fanerozóico e ocorreu no final do período, entre o Ordoviciano e o Siluriano. A fase geológica durou pouco tempo, cerca de 2 M.A. e, como a biodiversidade da época era grande, esta glaciação teve um grande impacto na vida, gerando extinção (MCGHEE, 2018).

 

Bibliografia:

ALMEIDA, J. A. C.; BARRETO, A. M. F. O Tempo Geológico e Evolução da Vida. In: CARVALHO, I. S. (Coord.). Paleontologia: Conceitos e Métodos. 3ª ed. v.1. Rio de Janeiro, 2010. Cap. 7, p. 93-109.

 

FAIRCHILD, T. R.; BOGGIANI, P. C. A vida primitiva: do Criptozóico (Pré-Cambriano) ao início do Fanerozóico. In: CARVALHO, I. S. (Coord.). Paleontologia: Conceitos e Métodos. 3ª ed. v.1. Rio de Janeiro, 2010. Cap. 17, p. 325-338.

 

MCGHEE, G. R. Harbingers of the Late Paleozoic Ice Age. In:__. Carboniferous Giants and Mass Extinctions. Nova York: Columbia University Press, 2018. Cap. 1, p. 1-40.

 

POUGH, F. H.; JANIS, C. M.; HEISER, J. B. Parentesco  e Estrutura Básica dos Vertebrados. In:__.  A vida dos Vertebrados. 4ª ed. Ateneu Editora São Paulo, 2008. Cap. 2, p. 16-42.

 

RAFFERTY, J. P. The Ordovician Period. In: __. The Paleozoic Era: Diversification of Plant and Animal Life. 1ª ed. Britannica Educational Publishing, 2011. Cap.3, p. 93-137.

Nenhum comentário:

Postar um comentário