Figura 1: Microfósseis, com escala. Disponível em: http://www.lapix.ufsc.br/pesquisas/microfosseis/. Acesso em: 24 de Abr. de 2020.
A Micropaleontologia estuda
organismos e restos orgânicos de pequenas dimensões, que só podem ser
observados por instrumentos de aumento, como lupas e microscópios. Como são
restos orgânicos de pequeno porte, geralmente são encontrados em rochas de
granulação fina, denominadas de pelitos. Além disso, os microfósseis são mais
numerosos que os macrofósseis (CARVALHO, 2011).
Alguns grupos de microfósseis estão listados
abaixo:
Ostracoda: Segundo Carvalho (2011), são microcrustáceos
compostos exteriormente por uma carapaça bivalve. Seu registro fossilífero é
abundante, em grande parte pela presença da concha. Segundo Haq et al. (1998),
os ostracodas surgiram no Cambriano e tiveram uma grande expansão no número no
Ordoviciano.
Foraminífero: Segundo Carvalho (2011), são microfósseis de
protistas preservados. Conforme Haq et al. (1998), os foraminíferos podem ser
acelular ou unicelular, atualmente são encontradas no oceano, desde o litoral
até a zona abissal. Os foraminíferos Cretáceos são uteis para a
Bioestratigrafia, por que servem como fósseis guias, sendo abundantes e com
ampla localização global em um curto período de tempo.
Nanofósseis
calcáreos: São pequenas placas calcáreas, que se
movem por flagelos (CARVALHO, 2011). Segundo Haq et al. (1998), são
unicelulares, são autotróficos e são marinhos.
Radiolários: São microprotistas, unicelulares e marinhos
(CARVALHO, 2011). Conforme Haq et al. (1998), os primeiros radiolários surgiram
no Jurássico.
Diatomáceas: São algas de pequena dimensão, também são
aquáticas e fotossintetizantes. São encontradas em praticamente todos os
ecossistemas terrestres (CARVALHO, 2011).
Carófitas: Segundo Carvalho (2011), é um grupo próximo das
plantas terrestres, sendo composto por organismos eucariotos e multicelulares.
São organismos aquáticos, que crescem submersos. O seu registro mais antigo
data do Siluriano.
Palinologia: É a parte da Paleontologia que estuda o pólen das
plantas. O pólen está ligado á fecundação das plantas. O estudo do pólen
contribui diversas áreas do conhecimento, como Genética, Citologia,
Microanatomia Vegetal, Filogenia e Evolução (CARVALHO, 2011).
Bibliografia:
CARVALHO,
I. S. Paleontologia: Microfósseis e Invertebrados. 3ª ed. Vol.
2. Rio de Janeiro. Editora Interciência, 2011.
HAQ, B.
U.; BOERSMA, A. Introduction to Marine
Micropaleontology. Elsevier Science, 1998.
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