Entre os
séculos XVIII e XIX, as pessoas começaram a observar outras formas de vida, as
quais não existiam mais e que estavam retratadas nos fósseis (IANUZZI et al., 2010). Em 1766, Georges-Louis
Leclerc, propôs a teoria de ancestrais comuns para diferentes espécies (IANUZZI
et al., 2010). Porém, os percursores da teoria da evolução foram Jean-Baptist
Lamarck, com a teoria do Lamarckismo, e Charles Robert Darwin, com a teoria
Darwinista (IANUZZI et al., 2010).
Seu fundador, Jean-Baptist Lamarck, um naturalista Francês,
propunha em seu trabalho, denominado “Philosophie
Zoologique” e publicado em 1809, que as espécies mudavam para outras,
através de uma força interior. Essa força mudava os novos indivíduos através
das gerações. Com o acumulo da força, os indivíduos se tornavam diferentes dos
primeiros, originando uma nova espécie. (IANUZZI et al., 2010; RIDLEY, 2007).
Outra teoria proposta por
Lamarck foi a herança de caracteres adquiridos. Lamarck propôs a mudança das
espécies através das mudanças adquiridas e herdadas a seus descendentes (IANUZZI
et al., 2010; RIDLEY, 2007).Essa teoria é conhecida como “lei do uso e desuso”
(IANUZZI et al., 2010). Essa teoria foi recusada, entre outros fatores, por
August Waismann, um biólogo que realizou um experimento de cortar caudas de
camundongos, e depois fazê-los reproduzir. O resultado era o nascimento de
indivíduos com cauda (IANUZZI et al., 2010).
Após a viagem do naturalista Charles Darwin pelo mundo, entre 1831 e 1836, ele relatou sobre a fauna e a flora dos lugares visitados (IANUZZI et al., 2010). Quando voltou à Inglaterra, Darwin percebeu as várias espécies de tentilhões diferentes, que ele observou nas Ilhas Galápagos e supôs que elas provinham de um ancestral em comum (RIDLEY, 2007).
A teoria de Darwin explica, não só como as espécies mudam, mas como se adaptam ao meio ambiente para sobreviverem (RIDLEY, 2007). Na Inglaterra, Darwin percebeu também que pessoas que criavam animais escolhiam sempre os melhores, ou uma qualidade em um indivíduo, e os usava para reprodução. Isto perdurava até selecionarem artificialmente uma nova espécie, com as qualidades que os criadores desejavam (IANUZZI et al., 2010). Ao ler o ensaio de Malthus, sobre os princípios da população, Darwin percebeu que havia uma luta pela sobrevivência. Esta luta selecionaria os indivíduos mais aptos e transmitiria suas características a seus descendentes, hereditariamente, até originar uma nova espécie. A este processo Darwin deu o nome de “Seleção Natural”, por que, ao contrário da “Seleção Artificial”, não pode ser manipulado antropicamente (IANUZZI et al., 2010). Essas teorias estão na obra de Darwin: “On the Origin Of Species” (RIDLEY, 2007).
Darwin não conseguiu
explicar por completo a evolução. Na época não eram conhecidos a herança, nem a
hereditariedade. Até aquele momento, ninguém sabia quais caracteres prevaleciam
e quais eram descartados. (IANUZZI
et al., 2010). No século XX, Mendel postulou as leis da genética (IANUZZI et
al., 2010).
Neodarwinismo
Em 1900,
foram divulgadas as experiências de Gregor Johhan Mendel, sobre a
hereditariedade e os genes. Esses resultados foram obtidos através do
cruzamento de plantas e observando a variação genética (IANUZZI et al., 2010).
Sendo assim, pode-se concluir
que as características dos organismos são herdadas pelos genes. As mutações
causam novas características e diversidade morfológica. A manutenção das
melhores características para adaptação a um ambiente cabe à seleção natural (IANUZZI
et al., 2010).
Bibliografia:
IANUZZI,
R.; SOARES, M. B. Teorias Evolutivas. In: CARVALHO, I. S. (Coord.). Paleontologia: Conceitos
e Métodos. 3ª ed. V.1. Rio de Janeiro, 2010. Cap. 9, p. 139-162.
RIDLEY, M.
O Surgimento da Biologia Evolutiva. In:__. Evolução. 3 ed. Artmed, 2007. Cap. 1, p.
27-44.
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